terça-feira, 29 de maio de 2018

A Sociologia na sociedade



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A sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades. Abrange de forma ampla desde encontros ocasionais entre indivíduos na rua até a investigação de processos sociais globais. Ela também ensina a ver o mundo com uma visão mais ampla sobre por que somos como somos e por que agimos como agimos, analisando assim de forma imparcial.  



Tecnologia, Medicina e a Sociedade


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A tecnologia nos tempos atuais está evoluindo aceleradamente nas últimas décadas, e com o avanço excepcional nessa área, muitas áreas estão se beneficiando com isso, em especial a medicina, onde estão surgindo novos aplicativos e programas artificiais na detecção de doenças como o câncer. Esses aplicativos e programas hoje em dia estão revolucionando a medicina, já existem testes e pesquisas com robôs realizando cirurgias, aplicativos detectando doenças. Toda essa evolução tecnológica pode influenciar de forma positiva quanto de forma negativa a sociedade, dependendo do ponto de vista sociológico.
Por exemplo muitas pessoas não vão querer ser operadas por robôs, seja por motivos culturais ou mesmo por motivos pessoais. Caso um robô cometa algum erro na hora da cirurgia, quem seria responsabilizado, quem programou? Existem muitas questões que devem ser levada em consideração.
Outro exemplo são os aplicativos que estão surgindo, um aplicativo que detecta o câncer somente através de imagens por exemplo. Traria muitos benefícios a sociedade, principalmente se a eficácia desse aplicativo fosse consideravelmente positiva, os benefícios seriam principalmente na agilidade em iniciar um tratamento, dando uma sobrevida ao paciente.
Porém com tantos aplicativos surgindo podem ter um efeito negativo na sociedade, por exemplo pessoas não frequentando mais os médicos, pessoas se auto diagnosticando, pessoas se auto medicando. Essas pessoas estariam correndo um risco desnecessário arriscando a própria vida, sem um diagnóstico preciso.

Inteligência artificial vence dermatologistas no diagnóstico de câncer de pele

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A pesquisa, realizada por um grupo internacional de cientistas, comparou diagnósticos de câncer de pele feitos por dermatologistas experientes a diagnósticos que foram obtidos por um método de inteligência artificial - e concluiu que os médicos foram menos eficientes.
                  Em um dos testes, os médicos detectaram com precisão 86,6% dos melanomas e o sistema de inteligência artificial conseguiu acertar 95% dos casos.

         Os cientistas utilizaram 100 mil imagens de melanomas - o tipo mais agressivo de câncer de pele - para "treinar" uma rede neural convolucional (CNN, na sigla em inglês) a distinguir os tumores malignos e benignos.

         "A CNN funciona como o cérebro de uma criança. Para treiná-la, nós mostramos a ela mais de 100 mil imagens de tumores de pele malignos e benignos e indicamos o diagnóstico correto para cada imagem. Só foram utilizadas imagens dermatoscópicas, que ampliam as lesões em 10 vezes. A cada imagem recebida, a CNN melhora sua capacidade de diferenciar entre lesões malignas e benignas", explicou Haenssler.

      Depois de treinar a máquina, os pesquisadores compararam os resultados por ela obtidos a diagnósticos de melanoma feitos por 58 dermatologistas de 17 países. "Depois de finalizar o treinamento, nós criamos dois conjuntos de testes de imagens a partir de imagens de uma coleção que não foi utilizada no treinamento e, por isso, eram desconhecidas para a CNN", afirmou Haenssler. 



       No primeiro nível, os médicos detectaram com precisão 86,6% dos melanomas malignos, em média, e 71,3% dos melanomas benignos. Enquanto isso, a CNN conseguiu detectar 95% dos tumores malignos e 82,5% dos tumores benignos.



        No segundo nível, os dermatologistas melhoraram o desempenho, mas ainda assim erraram mais que a inteligência artificial: detectaram 88,9% dos tumores malignos e 75,7% dos melanomas benignos.


A CNN teve uma sensibilidade maior que a dos dermatologistas e errou menos diagnósticos de melanomas malignos. Ela também fez diagnósticos errados de menos tumores benignos, o que significa que, além de mais sensível, também é mais específica - e isso significa que o método resultaria em número menor de cirurgias desnecessárias."

       A incidência do melanoma maligno está aumentando em todo o mundo. De acordo com dados da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, há 232 mil novos casos da doença e 55,5 mil mortes por ano em todo o planeta. O tumor pode ser curado se a detecção for precoce, mas em muitos casos o câncer só é diagnosticado quando está em estágio avançado e o tratamento já é menos eficaz.




        Em um editorial sobre o estudo, publicado na mesma edição da Annals of Oncology, Victoria Mar, da Universidade Monash e Peter Soyer, da Universidade de Queensland - ambas da Austrália - afirmam que os resultados do estudo são promissores, mas também observam que a inteligência artificial precisará superar diversos obstáculos para se tornar um recurso padrão na clínica médica.



Referência: